O jovem médico: a trajetória profissional nos quatro primeiros anos de formados de uma instituição no norte do país – coorte prospectiva.
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v15i2.1102Resumen
Introdução: O estudo sobre a inserção dos médicos no mercado de trabalho representa uma oportunidade para compreender situações como, por exemplo, de que forma o curso tem preparado os estudantes para o exercício profissional ou como as demandas do mercado de trabalho moldam a trajetória e a vida deste profissional. Objetivos: Analisar a inserção dos médicos no mercado de trabalho nos quatro primeiros anos de formados. Metodologia: Estudo prospectivo, descritivo e analítico, a partir da população de 122 médicos formados em 2013 e 2014 em uma instituição pública. Resultados: No momento da pesquisa, 86,7% atuavam na assistência direta ao paciente, especialmente no setor público (61,5%) e residindo em capital (82,2%). A maioria dos egressos realizou concurso para Residência Médica (RM) (91,1%), sendo que as principais especialidades prestadas nos concursos foram Clínica Médica, Cirurgia Geral e Radiologia. O tempo de trabalho dedicado aos níveis primário e terciário de atenção à saúde foram significativamente maiores do que o desejado na conclusão do curso. Quanto à renda salarial, 57,7% considerava-se satisfeito ou muito satisfeito com a renda, apesar de 97,7% considerarem a medicina uma profissão desgastante. Conclusão: Os egressos analisados possuem forte inserção em serviços terciários, possivelmente relacionado ao predomínio de entrevistados cursando RM, mesmo fato que pode explicar a não interiorização dos participantes da pesquisa. Chama atenção a falta de interesse por especialidades de caráter mais generalista, especialmente a Medicina de Família e Comunidade. Por fim, a despeito da maioria ter alcançado satisfação financeira, a grande maioria considera a profissão desgastante.
