As relações de trabalho e as plataformas digitais: entre discursos e verdades
DOI:
https://doi.org/10.24862/rcdu.v9i2.1002Abstract
A utilização das tecnologias disruptivas tem produzido impactos revolucionários nos ambientes de trabalho ocasionando novos métodos para sua organização. Uma das inovações trazidas são os Crowdsourcings que trazem a possibilidade de prestação de serviços para plataformas eletrônicas, as quais gerenciam a mão de obra e a demanda e oferta de serviços, oferecendo serviços por meio de aplicativos e pela rede mundial de computadores, nos moldes de economia de compartilhamento. Estas plataformas buscam conectar pessoas que possuem interesses em comum, ou seja, de um lado os dispostos a executar determinados serviços, de outro os que solicitam esta prestação de serviços, utilizando tecnologias de informação para colocá-los em contato e recebendo uma porcentagem pela transação feita entre estes. Sob a perspectiva do prestador dos serviços, o marketing feito pelas plataformas é que estes, apesar de vinculado com a plataforma, se tratam de trabalhadores independentes e sem subordinação uma vez que executarão os serviços com maior liberdade na prestação de serviços. Porém, certo é que essas novas formas de prestação de serviços trouxeram um tipo de relação de trabalho que possui como característica a existência de uma fronteira cada vez mais estreita entre o trabalhador autônomo e o subordinado, o que acaba por gerar controvérsias quanto ao seu real enquadramento podendo gerar um cenário de aumento de trabalhadores cada vez mais precarizados e descobertos pelo manto dos direitos trabalhistas. Diante deste cenário o que se busca analisar é qual o negócio jurídico existente entre o trabalhador e a plataforma eletrônica, se uma relação de emprego ou um efetivo negócio entre trabalhadores autônomos, através de uma análise jurídica infra e constitucional.
Downloads
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
The author grants to the journal their copyright and first publication rights, with work licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 - International license that allows the sharing of work with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal.
Through the Creative Commons CC BY License adopted by the magazine, the author transfers the copyright and publication rights of the article to the magazine. This license allows others to distribute, remix, adapt, create from your work, even for commercial purposes, provided they give you due credit for the original creation.
More information about the adopted license can be obtained by clicking on the Creative Commons link above.











