Relação entre variáveis cardiorrespiratórias e a intensidade fisiológica de uma sessão de zumba
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v21i3.2549Resumo
A Zumba é utilizada como atividade física recreativa e aeróbia. Ainda são limitadas as evidências sobre sua intensidade fisiológica quando relacionada a parâmetros obtidos em testes de exercício progressivo (GXT). O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre variáveis cardiorrespiratórias obtidas em um GXT e a intensidade fisiológica de uma sessão de Zumba. Participaram do estudo oito homens fisicamente ativos (22,1 ± 2,8 anos; 72,7 ± 7,8 kg; 178,1 ± 7,8 cm). Inicialmente, os participantes realizaram um GXT em esteira para determinação do consumo máximo de oxigênio (VO₂max), da velocidade associada ao VO₂max (vVO₂max) e dos limiares ventilatórios 1 e 2 (VT1 e VT2). Após 72 horas, foi realizada uma sessão de Zumba com monitoramento contínuo da frequência cardíaca (FC). Foram calculadas a FC média (Zumbaavg) e a FC de pico (Zumbapico) da sessão. A FC média durante a sessão de Zumba (136,9 ± 17,1 bpm) foi inferior à FC correspondente ao VT1 (162,9 ± 22,7 bpm), ao VT2 (176,8 ± 19,2 bpm) e à FC máxima obtida no GXT (194,4 ± 12,3 bpm). Observou-se correlação negativa entre Zumbaavg e vVO₂max (r = −0,73). Além disso, Zumbapico correlacionou-se negativamente com vVO₂max (r = −0,82) e com a velocidade associada ao VT2 (vVT2; r = −0,72). Os resultados sugerem que uma sessão de Zumba pode ser caracterizada como exercício de baixa a moderada intensidade. Além disso, indivíduos com maior aptidão cardiorrespiratória apresentam menor estresse fisiológico relativo durante a sessão.
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