Função dos membros superiores em mulheres no período pós-operatório tardio de câncer de mama
Resumen
Introdução: O tratamento cirúrgico do câncer de mama pode resultar em complicações cinético-funcionais, incluindo lesões neuromusculares, dor, linfedema, redução da amplitude de movimento do ombro e comprometimento da função dos membros superiores. Estas podem afetar diretamente a qualidade de vida e a independência funcional no pós-operatório tardio. Objetivo: Avaliar a funcionalidade dos membros superiores em mulheres no pós-operatório tardio de cirurgia de câncer de mama. Metodologia: Estudo transversal com 25 mulheres atendidas em centros especializados em saúde da mulher em três municípios do sul do Brasil. A coleta de dados compreendeu um questionário de informações gerais, a aplicação do instrumento Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand (DASH) e a medição da amplitude de movimento do ombro por goniometria. Resultados: Entre as participantes, 76% demonstraram funcionalidade boa ou excelente, 60% relataram dor e 32% apresentaram linfedema. Maior impacto cinético-funcional foi observado no lado direito, particularmente em relação à amplitude de movimento do ombro. Não foi identificada associação entre os resultados funcionais e a faixa etária ou o tempo decorrido desde a cirurgia. Não foi identificada nenhuma associação entre os resultados funcionais e a faixa etária ou o tempo decorrido desde a cirurgia. Mulheres com linfedema e dor auto-relatada apresentaram desempenho funcional inferior. Conclusão: Embora a maioria das participantes tenha mantido uma funcionalidade satisfatória durante o período pós-operatório tardio, resultados piores foram observados entre aquelas que relataram dor e linfedema. Esses achados reforçam a necessidade de avaliação contínua, estratégias de reabilitação direcionadas e acompanhamento especializado.
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