Discrasias sanguíneas com uso de antipsicóticos, dipirona, heparina e inibidores de TNF: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v21i2.2394Resumen
vitais do organismo. Objetivo: Analisar as principais discrasias sanguíneas associadas ao uso de antipsicóticos, dipirona, heparina e inibidores do fator de necrose tumoral (TNF), compreendendo os mecanismos envolvidos, alertando profissionais de saúde sobre o diagnóstico precoce e avaliando o manejo terapêutico e os desfechos clínicos. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa e as buscas ocorreram nas bases PubMed/Medline e LILACS, com inclusão de estudos observacionais em seres humanos, publicados em português, inglês ou espanhol. A qualidade metodológica foi avaliada com base na Declaração STROBE. Resultados: Dos 214 estudos inicialmente identificados, 19 foram incluídos. Os antipsicóticos, especialmente a clozapina, foram associados a neutropenia e agranulocitose. A dipirona esteve relacionada, em sua maioria, à agranulocitose grave. A heparina foi associada à trombocitopenia induzida (TIH) e a eventos hemorrágicos. Os inibidores de TNF, por sua vez, estavam ligados a neutropenia e distúrbios hematológicos como leucopenia e trombocitopenia. Conclusão: Apesar dos avanços no entendimento das discrasias sanguíneas induzidas por medicamentos, há escassez de estudos que avaliem o risco individual dos fármacos. O monitoramento clínico contínuo permanece essencial para prevenir, identificar e manejar essas RAMs, garantindo maior segurança aos pacientes em tratamento.
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