Psilocibina e sua perspectiva no tratamento do transtorno depressivo maior: uma revisão integrativa
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v18i2.1750Resumen
Introdução: Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um quadro profundo de perda de bem-estar e saúde mental de muitos indivíduos ao redor do mundo, onde o Brasil ocupa a segunda posição em maior número de pessoas depressivas da América. Entretanto, o tratamento de TDM é um desafio para medicina, pois é longo e as drogas utilizadas têm efeitos adversos elevados e custos altos. De forma a contornar essa problemática, as discussões sobre a potencialidade da psilocibina, substância alucinógena extraída de cogumelos do gênero Psilocybe, no tratamento de TDM têm ressurgido. Objetivo: Esse estudo se propôs a avaliar a potencialidade da psilocibina no tratamento de TDM. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura com documentos publicados entre 2012-2022 nas bases PubMed, Web of Science, CAPES e Scielo. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 29 trabalhos que serviram de base para a discussão das atividades farmacológicas, dos usos terapêuticos, dos efeitos adversos, da toxicidade e do mecanismo de ação da psilocibina quando aplicada para tratamento de TDM. Resultados: A psilocibina melhorou a qualidade de vida dos pacientes a curto e longo prazo, com diminuição dos sintomas depressivos a partir de primeira semana, com doses variando de 0,3 a 30 mg/kg. A eficácia terapêutica da psilocibina mostrou-se mais persistente em comparação com psicodélicos usualmente empregados e sem efeitos danosos por uso prolongado. Conclusão: A psilocibina mostrou-se um agente promissor para tratamento da depressão. Entretanto, é imprescindível a condução de estudos mais robustos quanto a análise de possíveis interações medicamentosas.
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