O que se sabe e o que ainda devemos saber sobre a regulação em saúde

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DOI:

https://doi.org/10.24862/cco.v21i2.2289

Resumo

Introdução: No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu o direito de acesso universal
e integral aos cuidados de saúde, em consequência, as atribuições do Estado se ampliaram
significativamente. Com vistas a instrumentalizar, se utilizou de ferramentas de gestão, e uma
delas foi a Política Nacional de Regulação, dividida em Regulação dos Sistemas de Saúde, da
Atenção e do Acesso. Objetivo: Identificar a tendência das pesquisas brasileiras em teses e
dissertações, sobre regulação em saúde. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da
literatura, com base no acervo do Banco de Teses e Dissertações da CAPES em 08 de janeiro de
2025. A busca se deu pelas palavras chaves “regulação em saúde” OR “regulação da saúde” e
descritor DeCS/MeCH “regulação e fiscalização da saúde”. A análise dos estudos foi realizada
qualitativamente, de acordo com a semelhança entre os temas. Resultados: Foram encontrados
260 estudos, com os critérios de seleção foram escolhidos 64 para compor a pesquisa.
Conclusão: Os estudos evidenciaram que a regulação em saúde enfrenta dificuldades, como
fragmentação do cuidado, escassez de oferta e consequente elevado tempo de espera aos serviços
de maior densidade tecnológica, o que se reflete em obstáculos à saúde de forma integral, e
equânime. As lacunas encontradas no conhecimento produzido envolvem o desenvolvimento de
estudos que abordem a Regulação da Atenção à Saúde, o financiamento do SUS, a regionalização
e descentralização. Além disso, sugere-se pesquisas com delineamento quantitativo, procurando
analisar/correlacionar a capacidade dos serviços contratados, e a demanda referenciada,
demonstrando estatisticamente a capacidade das referências pactuadas.


PALAVRAS-CHAVE: Regulação e Fiscalização em Saúde; Equidade, Integralidade em
Saúde, Regionalização da Saúde.

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Biografia do Autor

LimaSBS, Universidade Federal de Santa Maria

Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (1992), Especialização em Administração dos Serviços de Enfermagem (1996) pelo Centro Universitário Franciscano. Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003) e Doutorado na Escola de Enfermagem Anna Nery - Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008). Pós-Doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina - Grupo GEPADES (Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde) (2013). Atualmente é Professora Titular do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Docente da Graduação na Disciplina de Gestão dos Serviços de Saúde e Enfermagem e Docente Permanente do Curso de Pós Graduação em Enfermagem Mestrado e Doutorado. Coordenadora da Linha de Pesquisa Gestão e Atenção em Saúde e Enfermagem (GASENF) Grupo de Pesquisa Trabalho, Saúde, Educação em Enfermagem. Membro do Centro de Investigação Interdisciplinar em Saúde (CIIS) da Universidade Católica do Porto/Portugal. Experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Gerenciamento do Cuidado em Emergência, Pronto Socorro, Qualidade da Assistência, Segurança do Paciente, Gerenciamento do cuidado em lesões de pele, Interacionismo Simbólico e Teoria Fundamentada nos Dados e Pesquisas Clínicas. Membro da Rede Pesquisa Gerenciamento em Enfermagem - REPEGENF e Red de Gestores para el Desarrollo - Curso GpRD (Equador).

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Publicado

2026-06-29

Como Citar

da Silveira Maciazeki, L., & Beatriz Soares de Lima, S. (2026). O que se sabe e o que ainda devemos saber sobre a regulação em saúde. Conexão Ciência (Online), 21(2), 187–199. https://doi.org/10.24862/cco.v21i2.2289

Edição

Seção

Revisão de Literatura