Benchmarks internacionais e desenvolvimento de biomedicamentos no Brasil: uma revisão sistemática e perspectivas para um modelo nacional
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v21i2.2266Abstract
O presente estudo realiza uma revisão sistemática sobre os benchmarks internacionais aplicáveis aos biomedicamentos comercializados no Brasil, com o objetivo de propor um modelo nacional alinhado às melhores práticas globais. A análise seguiu as diretrizes PRISMA, incluindo bases como PubMed e Scopus. Os resultados indicam que países como Estados Unidos, União Europeia e China adotam diretrizes regulatórias mais flexíveis e incentivos econômicos para a adoção de biossimilares, resultando em maior acessibilidade e redução de custos. No Brasil, desafios como barreiras regulatórias, dependência de importação de insumos e ausência de critérios estruturados para avaliação de custo-efetividade no SUS ainda dificultam a expansão do mercado. Propõe-se um benchmark nacional baseado na intercambialidade regulamentada, na implementação de um modelo de precificação escalonado e na adoção de análises econômicas estruturadas, garantindo previsibilidade ao setor. A estruturação de um modelo adaptado à realidade brasileira pode otimizar a incorporação de biomedicamentos, reduzindo custos e ampliando o acesso a terapias biológicas inovadoras, ao mesmo tempo em que impulsiona a produção nacional.
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