A percepção sobre a hipótese do Design Inteligente no Brasil (Minas Gerais)

Autores

  • Heslley Machado Silva Centro Universitário de Formiga-MG e Universidade de Itaúna-MG.
  • Graça Simões Carvalho Universidade do Minho
  • Paloma Rodrigues Silva UNESP - Bauru/SP
  • Daiana Evilin Gibram Centro Universitário de Formiga/MG

DOI:

https://doi.org/10.24862/cco.v11i1.273

Resumo

Este trabalho é um recorte de uma pesquisa mais realizada no Brasil, que fez um paralelo entre um relatório recentemente publicado no Reino Unido, intitulado Rescuing Darwin, que trata de como a população britânica percebe a questão da evolução biológica e temas relacionados. O recorte apresenta e analisa os resultados referentes ao tema do design inteligente. Em ambos os países a maioria dos entrevistados acredita nessa hipótese, com notável penetração no Brasil. A hipótese tem ampla aceitação nos dois gêneros, com leve superioridade no sexo feminino. Entre as principais religiões brasileiras houve grande aceitação entre os evangélicos, seguidos dos católicos e também os espíritas. Analisou-se também a influência do nível de escolaridade. Não há mudança significativa quando se aumenta o grau de escolaridade, sendo que em todos a aceitação da hipótese do design inteligente é alta. A partir dessa percepção, urge discutir como o conhecimento científico é apresentado à população, o grau de compreensão dessa visão e como a população a vê diante da evolução darwinista, tão aceita cientificamente. Por fim, analisa-se como esse quadro é preocupante diante de ações que ocorrem no mundo e no Brasil, que visam alterar o ensino de evolução biológica, substituindo-o por uma abordagem dogmática, com preceitos religiosos que estão dissociados da metodologia científica.

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Biografia do Autor

Heslley Machado Silva, Centro Universitário de Formiga-MG e Universidade de Itaúna-MG.

Doutorando em educação na Universidade Federal de Minas Gerais, programa Latino-americano e linha de pesquisa Educação e Ciência, possui mestrado em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2000), com especialização em Biotecnologia pela Universidade Federal de Lavras e especialização em Biologia Celular e Molecular pela Universidade Federal de Ouro Preto. Atualmente é professor titular da Universidade de Itaúna/MG e professor adjunto II do Centro Universitário de Formiga/MG. Tem experiência na área de Biologia Geral, com ênfase em Embriologia, Genética, Evolução, Zoologia e coordenação de cursos de Ciências Biológicas. Atua também como pesquisador do UNIFOR/MG e Universidade de Itaúna/MG, nas áreas de saúde (tipos de parto), educação e evolução.

Graça Simões Carvalho, Universidade do Minho

Professora Catedrática do Instituto de Educação da Universidade do Minho (UM) e Diretora do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) da UM, Portugal.

Paloma Rodrigues Silva, UNESP - Bauru/SP

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Educação para a Ciência (UNESP), Bauru-SP.

Daiana Evilin Gibram, Centro Universitário de Formiga/MG

Estudante do Centro Universitário de Formiga – MG. Pesquisadora bolsista da agência de financiamento FAPEMIG.

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Publicado

2016-08-26

Como Citar

Silva, H. M., Carvalho, G. S., Silva, P. R., & Gibram, D. E. (2016). A percepção sobre a hipótese do Design Inteligente no Brasil (Minas Gerais). Conexão Ciência (Online), 11(1), 61–71. https://doi.org/10.24862/cco.v11i1.273

Edição

Seção

Artigos Originais