Revisão bibliométrica da espectroscopia no infravermelho médio (MIR) associada ao aprendizado de máquina na triagem da esclerose múltipla
DOI:
https://doi.org/10.24862/cco.v21i3.2353Resumo
Introdução: O campo de estudo denominado bioespectroscopia emprega técnicas de espectroscopia vibracional na região do infravermelho (IR) para o estudo de problemas biológicos. A espectroscopia IR tem sido proposta como uma nova ferramenta para triagem de doenças com diagnósticos complexos, como a esclerose múltipla (EM), por meio da análise de biofluidos e métodos de aprendizado de máquina. Na literatura, há artigos científicos que construíram modelos de detecção de EM por meio dessa técnica com diferentes abordagens. A EM é uma doença crônica neurodegenerativa e autoimune que acomete principalmente o sistema nervoso central. Objetivo: Realizar uma análise bibliométrica de artigos sobre triagem para EM por espectroscopia MIR. Metodologia: Foram utilizados artigos em inglês que construíram modelos de diagnóstico para EM por meio da espectroscopia MIR. A busca foi realizada com as palavras-chaves “multiple sclerosis” AND “infrared spectroscop*” nas bases de dados Pubmed, Web of Science e Scopus, desde o período de indexação do primeiro artigo até maio de 2025. Resultados: Foram incluídos 6 artigos para compor a presente revisão. Os trabalhos incluídos utilizaram diferentes metodologias para construção de modelos de classificação para EM. O biofluido mais utilizado foi o sangue e a região espectral mais utilizada foi a de 1500-600 cm-1, denominada de fingerprint. Além disso, foi possível observar que o grupo amostral utilizado nos trabalhos é reduzido. Conclusão: A espectroscopia MIR associada à análise multivariada e aprendizado de máquina mostrou-se como uma ferramenta promissora para triagem da esclerose múltipla. No entanto, a falta de padronização metodológica limita sua aplicação clínica.
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